Terça-feira, Dezembro 06, 2005 

Aventuras Eborenses - Em Busca do Vale da Amoreira

Atenção Cambada, porque este é um assunto muito sério! Esta é uma daquelas postas que não pode ser ignorada nem sequer lida só pelo mero acto de ler! Hoje e aqui neste blog vou partilhar convosco uma preocupação que se arrasta comigo há já algum tempo e que não posso conter mais!!! Basta de sofrimento! Só peço que me ajudem a ultrapassar este meu drama...
Era um lindo dia, o sol brilhava e as nuvens ameaçavam lá ao longe com chuva. Contudo, depois daquele dia não voltaria a ser o mesmo, nem sequer voltaria a descuidar-me com os sítios para onde olho. Saí de casa pela manhãzinha, dirigi-me à rodoviária e passado poucos minutos o autocarro lá chegou como de costume. Sentei-me ao pé da cambada do costume e imediatamente à nossa frente sentou-se uma moça que possuía uma "pança" bastante volumosa (diga-se descomunal).
Pronto, a viagem lá se iniciou e por acaso, durante esta, até comentámos entre nós se aquela moçoila estaria grávida, tal não era a largura da sua pança... Reparamos entretanto que a moçoila era proporcionalmente peluda. Mas também não seria por aí que aquele dia me marcaria para todo o sempre. O pior chegou quando o autocarro alcançou o nosso destino.
Pegámos nas nossas malas e quando nos preparávamos para deixar o dito cujo, reparámos em algo que decidiu deixar o seu lugar secreto e mostrar-se a nós. Ou seja, a moça levantou-se e houve algo que se viu que eu dispensava ter visto, eu e o resto da cambada: vimos-lhe o "Vale da Amoreira" todo!!!
Para aqueles que não sabem o que é o "Vale da Amoreira" passo desde já a explicar, não é nada mais, nada menos do que o rego do cu. E diga-se que há regos que merecem ser mostrados ao mundo, mas há outros que enfim, mais mereciam estar enfiados debaixo de uns quinze pares de calças do que outra coisa. O mundo não merece sofrer com este tipo de visões do inferno, e diga-se o rego (e o resto que nós também vimos) daquela moça devia ser a coisa mais sebenta, gordurosa e emporcalhada que eu já vi nos meus anos de vida...
Moças do mundo, peçam aos vossos amigos, pais, namorados, ou o que quiserem, para analisarem ao pormenor o vosso rego porque não há homem nenhum que mereça ter tais visões infernais. Há cus e cus, e há coisas que simplesmente não nasceram para serem mostradas em público. Caros leitores e leitoras ajudem-me nesta demanda contra este tipo de coisas, isto já me aconteceu uma data de vezes e eu começo a pensar que as moças de hoje em dia já não sabem guardar os piores segredos para elas...
Eu já não sei o que faça mais, acudam-me por favor e peço-vos, compreendam a minha aflição!!! Transformem o mundo num lugar melhor...

Sábado, Dezembro 03, 2005 

Aventuras Eborenses - Segunda dose da mesma Abébia

Sozinho e abandonado naquela metrópole, após uma enfadonha tarde de aulas, apressei-me para a estação para apanhar o autocarro das cinco e meia. Este abala todos os dias "empaturrado" de gente e, como não podia deixar de ser, naquele dia não era diferente. Uma multidão aguardava a chegada do autocarro... juntei-me a ela. À minha frente encontrava-se uma moçoila à espera como toda a gente ali. E é aí que chega o rapazola da última aventura, o engatatão do "Ainda não abalei daqui". Como não podia deixar de ser o rapaz repara na moçoila (que devia conhecer das saídas na agitadíssima noite montemorense) e em vez de a cumprimentar como qualquer pessoa normal faria, embala na sua direcção de peito inchado e focinho virado para baixo... choca com a moçoila e ela num acto de aflição prega-lhe um valente "CHEGA-TE P'RA LÁ!!!". Novamente, o pobre do rapaz "macabúnzio" havia levado uma tampa.
Aquilo passou-se e o autocarro chegou e a cambada toda enfaixou-se para conseguir um lugar no autocarro (com a velharia toda a meter-se à frente de quem quer que fosse... "e os jovens de hoje é que são mal educados" e coiso e tal, mas pronto...isso é outra história). Eu, alheio a tudo o resto que se passava à minha volta, enfiei-me no primeiro banco que me apareceu à frente, só depois é que reparei, tinha-me ido sentar mesmo à frente do engatatão. Ao lado dele encontava-se a dita moçoila, encurralada naquele banco de autocarro. Duvido que não lhe tenha passado pela cabeça partir o vidro e fugir... mas pronto, eu até nem lhes tava a ligar, nem sequer a procurar ouvir a conversa que de todo devia ser interessantíssima. Contudo, não consegui deixar de reparar numa anta que se encontra no caminho até Montemor e o meu ouvido ficou posicionado para a conversa dos ditos cujos... e ouvi o engatatão a dizer com a sua voz grave:
- Pode ser que um dia queiras e não tens...
E a moçoila:
- Desculpa não te ouvi? - perguntou ela não acreditando no que tinha ouvido, ou então o rapaz causa surdez nas moças.
- PODE SER QUE UM DIA QUEIRAS E NÃO GANHAS!!! - Ele gosta mesmo de repetir estas frases sonantes.
Eu deliberadamente desliguei daquela conversa e tentei virar a minha atenção para o horizonte que se deparava na minha janela... talvez à procura de outro boi Zé... Mas pronto, não fui capaz, o rapaz fez questão de mandar outra das suas frases sonantes:
- Achas que eu não tenho pila?
- Sei lá!!!
Camandro, e eu que pensava que já ninguém usava o termo "pila"... Pobre coitada encontrava-se mesmo encurralada. Entre a pila e o vidro acho que ela preferiria o vidro... Eu, como já tava que nem podia com tanta vontade de rir às gargalhadas, coloquei os auscultadores nos ouvidos e desliguei-me daquela conversa surreal de engate. Mesmo assim ainda ouvi um extraordinário berro da moçoila num "CHEGA-TE P'RA LÁ, PÁ!!!" Provavelmente, terá sido neste momento que ele sacou da dita "pila" p'ra fora numa de demonstrar a veracidade da mesma. Pobre coitado, era a sua terceira tampa pública em pleno autocarro... Será que mais algumas o aguardam? Só o futuro e sua falta de tacto no engate o dirão.

Terça-feira, Novembro 29, 2005 

Aventuras Eborenses - Ainda não abalei daqui...

Novamente aqui estou eu de volta com mais uma aventura nesta cidade, mas, antes de mais, quero pedir desculpa àqueles leitores que aguardam anciosamente por uma história na cidade em si, mas a maior parte destas histórias acontecem mesmo na rodoviária da dita cuja. Contudo, no futuro aguardem as histórias na cidade, elas hão-de vir....
Acabados de entrar no autocarro, eu e o irmão do costume, deparamo-nos com um autocarro que se preparava para arrebentar pelas costuras devido à enorme quantidade de pessoas que se encontravam no seu interior. Por força do destino ou por mero acaso, descobrimos dois lugares que pareciam iguais aos outros todos do dia comum do passageiro de um autocarro... Contudo, o que aconteceu depois, mostrou-nos que aqueles eram os melhores lugares onde nos podíamos ter sentado naquele dia...
Estando nós à espera que o autocarro arrancasse, reparámos num moço que se encontrava sentado à nossa frente (sabemos quem ele é mas não citamos nomes). Este, pega no no seu aparelho que serve para falar com pessoas a longas distâncias e inicia uma conversa algo caricata:
- Estou? "tou"? (...) - Não. (...)
(É preciso referir que a partir deste momento o moço elevou a voz de modo a que todas as pessoas no autocarro o pudessem ouvir)
- Eu ainda não abalei daqui... (...) - "Inda" não abalei daqui...(...) EU AINDA NÃO ABALEI DAQUI!!!
(a pobre coitada do outro lado não devia ter lavado os ouvidos de manhã ou assim...)
- Então e ontem... sim, ontem... que mensagens eram aquelas? (...) - "Tavas" com água no bico? (...) - TINHAS ÁGUA NO BICO? (...) - "TAVAS" COM ÁGUA NA BOCA? (...) Após este momento, a moça do outro lado terá desligado o telefone na cara do pobre moço engatatão visto que a conversa acabou por aqui...
O que seria aquela água na boca, referenciada na conversa do pobre rapaz, não chegámos a saber, mas o mais provável era que não houvesse nenhum líquido salival excessivo na boca da moça com quem o dito cujo falava. Pobre coitado, a julgar-se muito bom e a mostrar o seu esplendor de manhoso, convencido, e engatatão a toda a população dentro do autocarro, acabou por sofrer algo que provava precisamente o contrário: uma ENORME TAMPA telefónica!
Contudo, quando o motorista se preparava para fechar a porta do autocarro, houve uma moçoila que se lhe dirigiu a correr pedindo-lhe para entrar. Com a moça já dentro do autocarro arrancámos para o nosso destino. Essa mesma moça avançou à procura de um lugar que lhe servisse, e pelo caminho encontrou o nosso cromo do engate:
- Olá, tudo bem? - disse ele com a sua voz de engate, a mesma com que se tinha dirigido à bem pouco tempo à moça do telémovel.
- "Tá" tudo bem... Olha lá, para que é que me mandaste agora um toque para o telémovel?
- Era para saberes onde era a pista... - continuou ele com a sua voz grave de engate.
- Para saber onde era a pista? (...) Com um toque?
- Tinha medo que te perdesses...
E então com o maior, dos mais fenomenais dos desprezos, a rapariga solta um simples e conciso "Ah tá bem". Novamente, o rapaz tinha voltado a levar outra tampa em pleno autocarro, à frente de toda a gente. Por isso, moçoilas de Portugal, quando acharem que estão a ser atacadas por algum espécime masculino asquerosamente parvo soltem um simples mas eficaz "Ah tá bem"... e certamente, e se o rapaz for minimamente inteligente, perceberá a tampa e abandorará a sua missão impossível.

Quinta-feira, Novembro 17, 2005 

Aventuras Eborenses - O boi Zé

Andava eu com o irmão Odin, para variar um bocadinho, a vaguear pelas ruas desta cidade, desamparados entre o som dos nossos passos, enquanto ouvíamos as vozes ecoando por aqueles locais que não lembram a ninguém... e é aí que o irmão Odin, num gesto de claro desespero, angústia mas ao mesmo tempo um certo espanto, estica um dos seus membros superiores, neste caso o esquerdo, com uma clara violência enquanto esticava o indicador em direcção a algo... Olhei para a sua cara e no entanto ele mantinha-se no mais puro dos silêncios... Não poderia ser coisa boa aquilo que havia calado um ser que não consegue manter a "matraca" fechada... Com curiosidade, mas ao mesmo tempo possuído pelo medo, atrevi-me a virar o meu olhar para o que ali se encontrava e foi ali naquele momento que tive um claro flashback...
Era uma manhã, coisa de 8 e tal, e nós tinhamos acabado de entrar no autocarro em direcção àquela inóspita cidade, e eu num dos meus frequentíssimos momentos de inspiração poética, olhava profundamente para o horizonte que se me deparava como quem busca aquela calma que o mundo diário não nos consegue trazer... e foi aí que ao olhar para uma figura que se contorcia eu perdi toda essa inspiração que me alcançava... era um boi, e eu, através do vidro embaciado, não conseguia ter a percepção do que o pobre bicho ali estava a fazer, e num acto de curiosidade, estiquei a manga da blusa e limpei-o... tal não foi o meu espanto ao observar o que o animal estava por ali a fazer na minha direcção, apontado para mim...
E então ao observar o que o irmão Odin me apontava, lembrei-me daquele boi que se contorcia na minha direcção... esse boi dum c*... que me virou as tripas ao contrário por se encontar a "arrear o calhau" na minha direcção... mas não pensem que era um simples "arrear do calhau" porque não o era... era um "calhau" ralo e bastante nojento.
E nesse momento, esse boi ficou baptizado por boi Zé (não perguntem porquê, o irmão Odin é que se lembrou), e ali em Évora, aquele objecto ao qual este irmão me apontava não era nada mais nada menos do que uma fenomenal bosta rala de cerca de um metro... e não pensem que estou a exagerar... era descomunalmente enorme!!!
Este boi Zé (filho da mãe!) permanecerá para sempre nas nossas mentes e estejas tu onde estiveres queremos que saibas que nós te perdoamos o facto de te teres cagado para nós... sem rancor... e caro leitor, esteja onde estiver, se vir algo do género terá sido por certo obra do boi Zé...
Bois...

Domingo, Novembro 13, 2005 

Aventuras Eborensis

Bem e é com esta aventura que eu pretendo iniciar uma série de histórias verídicas passadas na verdadeira metrópole eborensis... é claro que muitas vezes isto vos vai parecer um grande amontoado de tretas e mentiras mas acreditem estas coisas acontecem-nos mesmo... e aqui vai:
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Aventuras Eborensis Capítulo Um
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Estava eu e o irmão Odin (membro do Entre a Pevide e o Pudim) a chegar à estação rodoviária da grande metrópole, Évora, quando nos deparamos com um certo rapaz de elevada estatura física, tanto para cima como para os lados. Sentámo-nos à espera do autocarro, enquanto a dita figura se deslocou aos telefones. Após inserir a dita quantia necessária para o telefone funcionar, o moço espera um bocadito e um estranho diálogo inicia-se telefonicamente. É claro que, para mal dos nossos pecados, nós só ouvimos a parte do diálogo respeitante ao dito moço de larga estatura... E lá começou ele:
- Tou... pai... chama lá a mõe... (ouviu-se um certo silêncio) - Tou mõe... fiz uma asneira... fiz uma asneira...
[Presumimos que, tal como nós, a dita "mõe" terá ficado surpreendida...]
- Não grites comigo..(continuou ele)... Não grites comigo... (...) - Fiz uma asneira... Comprei uma bicicléti... Não grites comigo...
[Mais um momento de silêncio]
- Mõe só uma coisa... só uma pergunta.... então e agora vou p'ra casa de bicicleti ou de autocarro?
Ficámos à espera para ver se o moço se decidia a entrar no autocarro ou a sair de "bicicléti", acabou por escolher a primeira opção. Contudo, não deixámos de imaginar, durante o resto do caminho até casa, aquele mastodonte a enfiar o seu traseiro no dito cujo selim da "bicicléti", enquanto tentava chegar a casa, sei lá em Lisboa?!
...
The End, for now...

Chronos

  • I'm Nihilus
  • From nihil, nihilism
  • Darth Nihilus came to learn the very greatest of the Sith teachings, however, little is known of Nihilus's true beginnings, some believe him to be a survivor of the Mandalorian Wars, and might have been at one point a prisoner of the Mandalorians. After the war he was found by Darth Traya to be Force-sensitive, and she began training him in the ways of the Sith at the Trayus Academy on Malachor V.
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